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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Estudo: 'Fifa 13' é responsável por 12% dos divórcios na Inglaterra


Centro e trinta e cinco pessoas na Inglaterra apontaram 'Fifa 13' como responsável pelo fim de suas relações
Foto: Divulgação
Um estudo realizado pelo site VoucherCodesPro apontou que Fifa 13 foi o responsável por 12% dos divórcios recentes no Reino Unido. Dos 1.124 novos solteiros entrevistados para a pesquisa, 135 pessoas apontaram o simulador de futebol da EA Games, lançado no país em 28 de setembro, como o principal fator de "deterioração" da relação.

Dos 12%, metade deles alegaram que passavam mais tempo jogando Fifa 13 do que com seus parceiros, enquanto outros 31% disseram que o jogo causou uma mudança no espírito da relação. Além disso, 13% das 135 pessoas apontaram que a data limite de transferências de jogadores foi um ponto crítico no divórcio e 9% culparam problemas na conexão para jogos online como o motivo do fim.

Porém os culpados não são todos homens. A pesquisa aponta que 13% dos viciados em Fifa 13 era do sexo feminino. "Nós tivemos Cinquenta tons de Cinza causando problemas durante o verão, mas parece que 'Fifa tons de Cinza' é outra obsessão que dominou", disse Geoge Charles, do VoucherCodesPro.co.uk. "As pessoas veem videogames como uma quebra da realidade, mas parece que o mundo virtual também pode causar implicações na vida real". (Terra)


IBGE traça o perfil de casais que se separam e formam novas famílias

Com o aumento do número de divórcios, houve um crescimento significativo de famílias reconstituídas, formadas por casais com filhos de apenas um dos cônjuges ou com, pelo menos, um de cada.
Renata Capucci Rio de Janeiro - Jornal Hoje - Globo.com


Pela primeira vez, o IBGE traçou o perfil das famílias formadas por pessoas que se casaram de novo. De acordo com o Censo 2010, são as chamadas famílias reconstituídas, que representam 16% dos casais com filhos. A pesquisa mostra também que há mais divorciados, solteiros e uniões sem casamento no civil ou no religioso.

O retrato da família Médici é espelho do resultado dessa pesquisa. Marcio e Sherazade, juntos há oito anos, são pais de Gael e Lorenzo. Além dos meninos, tem também a Mahara, do primeiro casamento da mãe, e a Natália, do primeiro relacionamento do pai. "O caos, na maioria das vezes, organizado é maravilhoso", opina Marcio.

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Esse novo modelo familiar leva a novas questões para a análise da Justiça. Há até casos de pedido de pensão para a madrasta ou o padrasto de uma criança após a separação de um casal. “Vai levar em conta a necessidade dessa criança, se realmente sem o auxílio do padrasto ou madrasta, vai modificar a vida dela de uma forma muito agressiva”, explica a advogada Alexandra Ullmann.

Em contrapartida, padrastos e madrastas também podem ter direito a conviver com enteados após um divórcio. “Hoje nós temos vários casos de separação que dá direito de visita ao padrasto e a madrasta”, afirma a advogada.

O Censo também mostra que 36,4% dos relacionamentos no país não são formalizados. Em 2000, esse percentual era de 28,6%. Neste período, o número de divorciados quase dobrou e os solteiros continuam sendo mais da metade da população.

O número de solteiros que já viveram uma união conjugal aumentou 20% - hoje, eles são quase 15% dos brasileiros, com maior concentração no Rio de Janeiro.

A pesquisa constatou também um aumento na proporção de famílias sob responsabilidade exclusiva da mulher. Pela primeira vez, o IBGE mediu a responsabilidade compartilhada, quando as despesas são divididas pelos responsáveis da casa. Esse é o caso de 15,8 milhões de famílias.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Festas de divórcio viram mania nos Estados Unidos: será que a moda pega por aqui?


Armar um festão é moda lá fora, mas comemorar a separação também será assunto da próxima novela das nove
A confeiteira Mariana Boll e o bolo criado para uma festa de divórcio
Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS Judith Newman
Tom Carling recebeu um presente inusitado, algo que vem se tornando mais comum em certos círculos: chá de divórcio.

- Na verdade, eles o chamam de chá dos descasados, que é como um chá de cozinha para divorciados - conta Carling, um designer gráfico de Manhattan. - Noivas ganham coisas para a casa, e eu ganhei uma festa para repor as coisas que minha ex havia levado embora.

Organizada por amigos íntimos, incluindo Elizabeth St. Clair, uma advogada de Manhattan, a festa encheu sua casa de utensílios básicos, como um novo jogo de tigelas, e lhe deu um livro de receitas "à prova de idiotas" que lhe permitirá alimentar sua filha adolescente ou impressionar uma namorada.

- Você pensa que isso é algo pequeno? Pois não - garante Carling. E explica: - A cozinha é um espaço íntimo, e se você foi casado por 25 anos como eu, você cria vínculos com os itens mais usados.

As refeições, acrescenta Carling, "eram os momentos em que eu me sentia um coitado solitário, e o chá de divórcio me deu essa sensação de que eu possuo a força para seguir em frente" - e também os jogos de pratos.

Não entenda mal: não é como se todos estivessem organizando divórcios como se fossem casamentos - embora exista uma loja em Londres, a Debenhams, que possui uma lista oficial de divórcio, e algumas pessoas abrem suas listas em sites normalmente reservados para casamentos.

A menos que Katie Holmes esteja planejando algo, há poucas chances de que um chá de divórcio de celebridades apareça na capa da US Weekly - embora a separação de Shanna Moakler e Travis Barker, e seu bolo com uma noiva loira segurando uma faca sangrenta sobre restos mutilados do noivo, tenha sido um texto interessante.

Organizadores de grandes festas vêm relatando um significativo aumento no número de pessoas que celebram o fim de um casamento não com lágrimas, mas com um estrondo (às vezes, literalmente: há uma empresa inglesa de fogos de artifício que pode ser contratada para festas de divórcio, escrevendo as palavras "finalmente livre" no céu noturno).

Existem especialistas em planejar festas de divórcio, e há também um site, odivorcepartysupply.com, onde se pode "celebrar sua nova liberdade" com tiaras de chifrezinhos que se acendem, rosas de caule longo - e, para aquelas tentando libertar um pouco da raiva, piñatas em formato de pênis.

- As pessoas não costumam chamar essas comemorações de chás ou festas de divórcio - afirma Marcy Blum, organizadora de eventos e autora de Weddings for Dummies. - A motivação é mais do tipo: "Venha celebrar minha nova vida (e talvez me dar um presente)".

Por exemplo, Blum fez uma festa com tema "Alice no País das Maravilhas" nos Hamptons, para um cliente rico e idoso cujo terceiro casamento, com sua instrutora de yoga, havia saído dos trilhos. - Por que Alice no País das Maravilhas? - pergunta Blum. - Bem, era algo lúdico, e foi uma boa desculpa para convidar muitas jovens mães com seus filhos.

O cliente faleceu recentemente, mas não antes de se casar mais uma vez, disse Blum, "com uma mulher que tinha um décimo de sua idade.

Ela também apontou que, como agora homens e mulheres homossexuais já podem se casar em muitos Estados dos EUA, eles também terão o direito de se divorciar - podendo significar que os chás de divórcio se tornarão ainda mais frequentes.

De certa forma, o surgimento do chá de divórcio não é assim tão surpreendente. Com uma probabilidade de sucesso de apenas 50% para o primeiro casamento - e percentuais ainda piores para o segundo e terceiro, caso você esteja pensando que o amor é mais amoroso da segunda ou terceira vez -, parece haver um desejo social de comemorar, e até mesmo celebrar, o que vem se tornando uma etapa cada vez mais comum na vida das pessoas.

- Tradicionalmente, todo grande evento tem uma celebração: casamento, formatura, o que for. Mas quando você se divorcia, você está sozinho - diz Christine Gallagher, proprietária da empresa de eventos Divorce Party Planner, em Los Angeles. - Um chá de divórcio é uma maneira de criar um ritual onde você ganha o apoio de amigos e familiares. Vejo isso como algo bastante saudável.

Em nome de uma boa saúde mental, ela organiza festas com temas como Sobrevivente, onde ela monta a casa como uma ilha deserta (ajuda se você morar em Los Angeles e tiver uma piscina) e atores desempregados vestidos com sarongues servem drinques tropicais - enquanto 50 Ways to Leave Your Lover e Hit the Road, Jack tocam no sistema de som.

- Acabo de fazer uma festa de Dia dos Mortos para um amigo que queria homenagear a morte de um casamento - disse Gallagher. - Tínhamos velas em caveiras por toda parte. E achamos uma piñata de bolo de casamento, o que foi fantástico.

Mesmo assim, nem todos estão convencidos de que festas de divórcio são uma boa ideia.

- Como terapeuta, minha opinião é que as pessoas devem fazer o que for necessário, guardadas as devidas proporções - argumenta a escritora e ex-psicoterapeuta Amy Bloom. - Como ser humano, minha opinião é: o que há de errado com essas pessoas? Certo, se você tinha um cônjuge que todos odiavam, tudo bem, alugue uma suíte no Ritz-Carlton. Mas se você estiver sendo honesto consigo mesmo, o divórcio é um período bem ambivalente. Seria mesmo o momento de jogar confete rosa pelo ar? As pessoas estão um pouco desesperadas demais por rituais e comemorações.

O judaísmo possui uma cerimônia religiosa para o divórcio: o get, que é uma maneira de santificar o final de um relacionamento.

E segundo o site beliefnet.com, muitas comunidades cristãs vêm lutando com formas para incorporar o divórcio no ritual religioso (imagino que a cerimônia cristã seria similar à judaica, mas com caçarolas em vez de peixe defumado). Se os rituais não são definidos em nossas igrejas e comunidades, talvez desejemos criá-los nós mesmos.

Esse parece ser o caso de Martha Torres, de Thousand Oaks, na Califórnia - que, após 30 anos de casamento, perdeu 13 quilos e organizou uma festa de "renascimento" imediatamente após pedir o divórcio. Um ano depois houve uma continuação, com uma festa "Ainda estou de pé", para celebrar sua independência financeira.

- Quando algo fora de seu controle acontece em sua vida, você pode decidir pesar 150 quilos e andar com um rosário, ou você pode fazer algo para retomar sua vida. Uma festa nem sempre é apenas uma festa. Ela pode servir como uma ponte para uma nova vida - analisa Martha Torres.

Será que a moda pega por aqui?
Por Gabrieli Chanas

Novela dita moda em roupa, corte de cabelo e até nome de bebê. Salve Jorge, que vai suceder Avenida Brasil, promete lançar por aqui - ou pelo menos colocar nas rodas de conversa - a moda da festa de divórcio. Já na terceira semana no ar, a personagem de Cléo Pires irá promover um festão para celebrar a separação. Ousada, vai aparecer de vestido de noiva e gritando aos quatro ventos a felicidade com a vida nova. Os mais recatados vão arrepiar os cabelos: as cenas prometem doideiras dignas de Carminha.

Por aqui ainda não existem profissionais especializados em comemorar o descasamento, como acontece nos Estados Unidos. O assunto, quando aparece, até surpreende. A confeiteira Mariana Boll, que todo mês entrega dezenas de bolos para casaizinhos felizes, teve que usar a imaginação para criar um bolo de divórcio, atendendo pedido de Donna. Deixou de lado o marido esfaqueado e o sangue escorrendo - como fez Shanna Moakler - e apostou num bolo colorido, que celebra a nova fase da dona da festa. Ele traz uma mulher bonita, segura de si, muito disputada e pronta para iniciar a busca por um novo amor.

Festa de divórcio ainda pode parecer uma coisa de outro mundo, mas se você puxar pela memória, provavelmente vai lembrar de já ter ido a uma. Por estas bandas, a separação não costuma ser brindada com pompa - até porque nem sempre há motivo para comemorar um divórcio - mas com um chope num barzinho com as amigas mais próximas. Daí para uma festa de arromba ficam faltando apenas o convite, o bolo, contratar uma banda, providenciar as lembrancinhas, encomendar fogos de artifício...


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Discovery Home Health exibe 'Divórcio: Os Filhos Primeiro'


Documentário acompanha separação de três casais e o cuidado com os filhos

Apesar da situação, pais concentram seus pensamentos no bem-estar e necessidades dos filhos Foto: Discovery Home & Health, Divulgação

O Discovery Home & Health exibe neste domingo, às 23h, Divórcio: Os Filhos Primeiro, documentário em que três corajosos casais convidam o público a testemunharem o fim de seus casamentos. Enquanto lutam para controlar a raiva que sentem da situação — e de seus ex-parceiros — e o medo de encarar uma separação, eles não deixam de concentrar seus pensamentos no bem-estar e nas necessidades de seus filhos.

Este programa mostra novos tipos de divórcio, como o chamado divórcio colaborativo, que está sendo implementado no Canadá. A base dessa nova estratégica é o resultado de estudos sobre separações que apontam que os casais que se afastam amigavelmente criam filhos crianças emocionalmente tão estáveis quanto aquelas cujos pais ainda vivem juntos.

domingo, 30 de setembro de 2012

Cursos pretendem reduzir processos de separação

A nova arma da Justiça para diminuir o ajuizamento de ações nos tribunais é um curso oferecido aos casais que estão se divorciando. O projeto, do Conselho Nacional de Justiça, já está em andamento há quase um ano na Bahia e no Distrito Federal e vem sendo incentivado em todo o país.

A ideia é dar aos casais ferramentas e confiança para que evitem levar a separação conjugal à Justiça e busquem a conciliação ou a mediação. Os juízes treinados pelo CNJ para dar as chamadas "oficinas de parentalidade" apontam que o divórcio não deve ser tratado como disputa ou vingança.

“É uma nova fase na vida do casal, uma continuação, pois continuarão sendo uma família, mas com uma formação diferente”, explica o juiz Andre Gomma de Azevedo, da Bahia, que tem viajado pelo Brasil em nome do CNJ dando cursos para formar conciliadores e mediadores.

As oficinas são mais um passo no que Gomma chama de “transformação mais profunda dos últimos séculos” do Judiciário, que é sua popularização e, assim, a necessidade de desafogá-lo.

Um dos pontos destacados pelo juiz é que a autocomposição (conciliação ou mediação) não substitui o julgamento. Esse é um dos pontos-chave, segundo ele, para que juízes aceitem que haja conciliação e mediação nas varas em que trabalham. Como exemplo, o juiz cita a empresa que quer lucrar ludibriando o cliente: “O empresário que faz isso está errado e não quer arrumar uma solução melhor para os dois. Para isso, existe um juiz, que vai julgar a disputa entre esse sujeito e o cliente dele, pensando até mesmo no caráter punitivo da pena”.

Convencer os juízes da necessidade de se implantar centros de mediação ou de conciliação é um dos grandes degraus a serem superados. A advogada Clara Boin, sócia da Basv advogados explica que, para instalar o setor de mediação das Varas de Família e Sucessão de Santo Amaro, foi preciso apresentar a cada juiz como o sistema poderia auxiliá-lo em seu trabalho.

“O sucesso da mediação não se mede em números de acordos, mas pela facilitação da solução do conflito entre aqueles que optam por dar uma chance à negociação”, explica ela, que, no dia 3 de outubro lança livro falando sobre a experiência de Santo Amaro. A advogada diz admirar a iniciativa do CNJ, mas é contrária à avaliação feita pelo Conselho, que leva os números muito em conta.

O principal objetivo, diz ela, é a autonomia e responsabilização. “As pessoas passam a se sentir responsáveis e autônomas, pois não é um juiz que vai resolver quem está certo e quem está errado, mas os envolvidos que chegarão à melhor solução.”

Clara aponta que, principalmente nas varas de família, cujas discussões estão "cercadas de emoções", é que as soluções extrajudiciais se mostram mais eficientes.“Muitas vezes, processos de separação são movidos por vingança”, conta.

O juiz Gomma de Azevedo explica que a ideia da conciliação e da mediação é mudar a forma de enfrentar o problema, mostrando pontos de vista positivos, que levam o casal à chamada “espiral produtiva”. “Em vez de polarizar as partes e atribuir culpa, buscamos mostrar como elas podem construir novas normas para seguirem nesse novo momento, compartilhando o poder decisório”, explica.

Marcos de Vasconcellos é repórter da revista Consultor Jurídico.

sábado, 25 de agosto de 2012

TJSC: Juíza decreta divórcio após ouvir uma das partes ao telefone


A juíza Adriana Mendes Bertoncini, titular da 1ª Vara da Família de São José, prestou informações referentes a um processo de divórcio litigioso que tramita desde 2010. Na ação, a mulher foi citada mas não contestou. Uma vez que as partes possuem filhos menores, designou-se audiência de conciliação, para a qual a mulher não foi intimada.

Assim, na quarta-feira (15/8), apenas o autor da ação estava presente na audiência. Ele informou à juíza o local de trabalho da esposa e, em consulta na internet, descobriu-se o número de telefone do local.

Então, em atenção à celeridade processual, por meio de contato telefônico a própria magistrada conversou com a mulher, que manifestou expressamente a concordância com o divórcio. Foram acertados detalhes a respeito de questões sobre os filhos menores - guarda, alimentos e visitas.

Por fim, a juíza decretou o divórcio do casal, com expedição de mandado de averbação na própria audiência.

Fonte: Site do TJSC