quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Homens que se dão bem com sogras evitam divórcios


A boa convivência dos homens com os sogros conecta o marido e a esposaFoto: Getty Images

As brigas entre genros e sogras são temas de muitas piadas, mas os homens deveriam tentar se dar bem com elas para preservar o casamento. É que, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, o bom relacionamento com elas - e também com os sogros - aumenta em 20% as chances de evitar o divórcio. Os dados são do jornal Daily Mail.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas avaliaram 373 casais por 26 anos. Quando o estudo começou, em 1986, os participantes tinham entre 25 e 37 anos e estavam no primeiro ano de casamento. Todos tiveram de classificar o nível de proximidade que tinham com os pais de seus parceiros.

Constatou-se que a boa convivência dos homens com os sogros conecta o marido e a esposa. No entanto, a situação com as mulheres é bem diferente. As ligadas aos sogros têm chance 20% maior de separação. “Como os relacionamentos são tão importantes para as mulheres, a sua identidade como esposa e mãe é fundamental para o seu ser. Elas interpretam o que seus sogros dizem e fazem como uma interferência em sua identidade como esposa e mãe”, disse a pesquisadora Terri Orbuch.

A sugestão é que os pais do marido tenham cuidado ao falar com as noras, pois são mais sensíveis à sua interferência, e as mulheres devem evitar compartilhar detalhes do casamento, de forma que todos respeitem os limites. Aos homens, a receita é se certificarem de tratar os sogros como especiais e importantes. (Terra)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Casal se reconcilia e desistência de divórcio é homologada



Em decisão monocrática, o Des. Sérgio Fernandes Martins deu provimento à apelação interposta por T.C.A. e O.A.S. contra sentença de primeiro grau que julgou procedente pedido de divórcio consensual.

De acordo com o processo, o casal contraiu matrimônio em 1999 e da união advieram dois filhos. Após a distribuição do processo de divórcio, ambos pensaram melhor e, pelo bem-estar da família, decidiram desistir da ação, uma vez que se reconciliaram com o objetivo de manter a família unida. Contudo, como a sentença já havia sido prolatada, o juiz de primeiro grau não acolheu o pedido de desistência da ação de divórcio, julgando-a improcedente. Assim, o casal requereu o provimento da apelação para que fosse acolhido o pedido de desistência da ação.

Ao dar provimento de plano ao recurso, o Des. Sérgio Fernandes Martins lembrou que é possível e recomendável a homologação da desistência da ação, mesmo após a sentença de decretação do divórcio, desde que o pedido seja formulado de forma consensual antes do trânsito em julgado da decisão e esteja fulcrado em fato superveniente - neste caso, a reconciliação dos interessados.

Em sua decisão, o relator apontou ainda que o pedido de desistência do divórcio foi formulado em petição conjunta, e posteriormente ratificado expressamente pelo cônjuge varão, quando ambos noticiaram o restabelecimento da vida conjugal – não existindo, em tese, prejuízos a terceiros, pois a sentença não transitou em julgado e o divórcio, por conseguinte, não chegou a ser averbado.

“Ademais, manter-se uma sentença de divórcio por questões processuais quando ambos os cônjuges confirmam ter retomado a vida a dois significa apegar-se demasiadamente a formalismos, em um inequívoco exemplo de esquecimento da regra básica de que o processo é apenas um meio para atingir um fim e não um fim em si mesmo. Não se pode olvidar que a atividade jurisdicional cumpre seu papel ao dirimir os conflitos trazidos pelos cidadãos que batem às portas do Judiciário, contudo neste caso, não há mais conflito a ser dirimido. A contrário, caso se consolide a situação contida nos autos - dissolução do casamento que não mais encontra substrato no mundo dos fatos -, o Judiciário estará, em verdade, potencializando o surgimento de novos conflitos”, disse o Des. Sérgio Fernandes Martins.

Lembrando que a manutenção do casamento, quando os cônjuges confirmam ter retornado ao convívio marital, encontra amparo no espírito da Constituição Federal, que, em seu artigo 226, dispõe que a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado, o relator concluiu: “Ainda que a sentença definitiva do divórcio produza efeitos depois de registrada no registro público competente (art.32 da Lei do Divórcio), no que, sequer ocorrido o trânsito, é possível e recomendável a extinção do processo sem resolução de mérito, em razão do fator superveniente. Ante o exposto, com fulcro no § 1º-A do artigo 557 do Código de Processo Civil, dou provimento de plano ao recurso para, homologando o pedido de desistência formulado pelas partes, extinguir o feito sem julgamento de mérito”.

Autoria do Texto: Secretaria de Comunicação Social - imprensa@tjms.jus.br - TJ/MS

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Veja 5 hábitos que levam ao fim do casamento


A comunicação perfeita não acontece apenas quando a mensagem é enviada, mas também quando é bem recebida
Foto: Getty Images

A falta de comunicação é uma das principais razões que leva os casais ao fim do relacionamento. Silêncio, frases em tom ríspido e omissão são comportamentos comuns que podem gerar grandes problemas. Por isso, o site Your Tango listou cinco hábitos que podem levar ao divórcio. Confira a seguir.

Inautenticidade: é comum que, em uma relação, as pessoas digam “sim” mesmo quando querem dizer “não” por medo da rejeição. Mas aceitar situações contra a própria vontade é uma forma de guardar rancor e ressentimentos que só tendem a crescer com o tempo. O ideal é expor os sentimentos e ser maduro o suficiente para negar algumas situações. Se você prefere não discutir no momento, deixe isso claro: "preciso pensar sobre o assunto. Podemos falar depois?".

Incongruência: a maior parte da comunicação é não-verbal e quando ela está fora de sincronia com as palavras, enviamos mensagens contraditórias. Virar os olhos, apertar os lábios e balançar os ombros passam uma mensagem de julgamento, por mais que você diga o contrário. A melhor maneira para evitar isso é manter o contato visual porque permite uma concentração maior no que o casal está dizendo.

Interromper frases: as pessoas cansam de ouvir isso quando criança, mas nem todo mundo aprende. Os homens se queixam de que, sempre que estão pensando em uma resposta, as mulheres cobram rapidez em uma situação tensa. Por isso, antes de interromper uma frase, conte até 30 e "enrole a língua dentro da boca" sete vezes antes de falar.

Falta de educação: depois de muito tempo juntos, os pedidos educados terminados com “por favor” e “obrigado” caem em desuso e se transformam em frases rotineiras. Mas é importante lembrar que, em qualquer relacionamento, os diálogos do dia a dia também merecem carinho e educação. Assim, em vez de dizer “abaixe a tampa do vaso!”, que tal um “muito obrigada por ter lembrado de abaixar a tampa dessa vez”?

Atitudes impensadas: a comunicação perfeita não acontece apenas quando a mensagem é enviada, mas também quando é transmitida e recebida pelo ouvinte. Ao falar sobre assuntos desconfortáveis, é fácil tornar-se crítico, apontar o dedo e ter a necessidade de dizer a última palavra. Felizmente, nada disso funciona. Em vez disso, converse calmamente e pense em todas as possibilidades antes de fazer julgamentos.


(Terra)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Festa do Divórcio ganha força na cidade de São Paulo

Apenas em São Paulo, mais de seis mil casais se separaram em 2011 e o evento ganha agora até comemoração

Comemoração: para celebrar o fim, bolo dividido ao meio (Foto: Thinkstock)
por Mauricio Xavier (com reportagem de Carolina Romanini e Flora Monteiro)

Em 2011, ocorreram 6.382 separações na capital, o quere presenta um aumento de 135% em relação a 2007, segundo o Colégio Notarial do Brasil. O crescimento inspirou o surgimento de um novo serviço para esse “mercado”: a Festa do Divórcio.

A ideia partiu da empresária Meg Sousa, que transformou a tristeza pelo fim de seu próprio casamento em uma balada em 2009. No ano passado, a brincadeira virou negócio, e ela passou a realizar eventos semelhantes pela empresa Idealizzare.

Com itens bem peculiares, como bolo dividido ao meio (outros abaixo), as festanças podem custar mais de R$ 60.000,00. “Organizo umas duas a cada três meses, e a procura aumentou em 35% somente neste ano”, conta. 

FESTA DE CASAMENTO

Doce bem-casado

Bolo tradicional

Noiva de vestido branco

Entrada na igreja com o pai

As alianças são trocadas

Arremesso do buquê


FESTA DO DIVÓRCIO

Doce bem-separado

Bolo dividido ao meio

Divorciada de vestido preto

Entrada no evento com um dançarino

A aliança é martelada

Queima do buquê

(Veja SP)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quer agradá-la? Cinco coisas fofas que você pode fazer por ela

É muito comum os casais caírem na rotina e, a partir de certo ponto, cada um para de prestar atenção no companheiro. Para sair um pouco dessa rotina, alegrar e valorizar a sua amada, que tal tentar fazer uma dessas cinco coisas fofas de vez em quando? Não precisa passar 24 horas por dia se desdobrando em mil para agradá-la, mas também não custa nada esses gestos carinhosos para mostrar o quanto ela é especial para você.

Não, não quer dizer ter que virar um escravo das tarefas domésticas e esquecer as quartas-feiras do futebol ou as quintas do poquer com os amigos! Mas ajudar, de vez em quando, com algumas tarefas não irá matar ninguém e ainda irá provar para ela como você é solícito e está disposto a ajudá-la no que ela precisar. Que tal depois que ela fez aquele jantar delicioso que te deixou nas nuves, você se oferecer para lavar a louça? Assim ela pode descansar e apreciar você como o companheiro prestativo, o herói do lar. Com o tempo, vocês podem montar um rotina e dividir as tarefas, talvez separar as atividades em turnos para cada um. (Arte: Alpino)
Graças aos tradicionais filmes românticos, com galãs de tirar o fôlego e roteiros que, inevitavelmente, levavam a um final feliz, as flores se tornaram símbolo mundial do agrado masculino à mulher. Sendo assim, que tal voltar um pouco no tempo, assumir aquele ar de mocinho de filme romântico, comprar um belo e colorido buquê, e surpreendê-la quando ela estiver voltando de um dia exaustivo de trabalho ou do jantar com as amigas? Com certeza ela irá se sentir a mocinha de filmes açucarados e ficar muito feliz com o carinho. 
(Arte: Alpino)


Sabe quando ela comenta na foto da amiga na rede social "está lindissima" e você olha a foto e pensa: " o que diabos ela tem na cabeça"? Pois é, acontece que mulheres, mais que os homens, são super vaidosas e adoram ser elogiadas. Por isso, talvez ela minta para a amiga às vezes, para levantar um pouco a autoestima dela e deixá-la se sentindo mais bonita. Não quer dizer que você precise mentir para ela: se tiver algo em sua aparência que não te agrade, indique com delicadeza e sensibilidade. Mas com certeza ela irá adorar se você valorizar a produção dela, comentar o quanto ela está (ou melhor, é) bonita. Que tal tentar? (Arte: Alpino)


Elas não resistem a homens que dominam a arte da culinária. Conhece a expressão "conquistar pelo estômago"? Que tal REconquistá-la pelo estômago? Não precisa ser um mestre cuca para impressionar: um prato feito com empenho, carinho e a quantidade certa de sal já irá deixá-la contente. Só lembre de dar preferência para pratos que não sejam muito pesados, como carne vermelha ou massas: caso o clima esquente mais tarde, você não irá querer estar com o estômago pesado. (Arte: Alpino)



Além de uma boa surpresa ser sempre bem vinda, ela irá se sentir sexy e perceber o quanto você a deseja. E já sabe, né?! O primeiro passo para a mulher se deixar levar pelo clima mais quente é ela se sentir linda e desejada: com certeza ela fica muito mais poderosa na cama. A surpresinha irá agradá-la e, no final, será uma vatangem para você também. Que tal dar algo bem feminino e delicado, mas sensual, e deixar a noite rolar? Apenas tenha cuidado para não exagerar no tom provocante do modelito e dar algo que possa assustá-la ou soar como uma reclamação às lingeries que ela sempre usa. (Arte: Alpino)

(Por Yahoo)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Fim do casamento? Confira 7 dicas para superar um divórcio



Veja os detalhes de como seria viver somente com seus valores fundamentais e sonhos
Foto: Getty Images

A separação não é o fim do mundo, e sim o momento de começar de novo. Mas é comum se sentir perdida. Para dar a volta por cima, confira sete dicas listadas pela orientadora de momentos de transição, Lisa L. Payne, listadas no site Your Tango:

Presenteie-se: encontre um espaço tranquilo onde possa se sentar e permanecer por um bom tempo sem ser interrompida. Limpe sua mente de toda a desordem. Lembre-se de que agora é simplesmente você, sem problemas alheios. Dê esse momento a você. 

Caia na real: pergunte a si mesma: “o que está realmente acontecendo agora?”. Pare para ouvir a resposta, desprovida de emoção. Aceite a responsabilidade pelo papel que desempenhou para criar essa realidade atual. Quando você aceita a verdade, se conecta ao poder de mudar o que não gosta.

Supere: quando há culpa e julgamento, falta espaço para a possibilidade. Saiba que tudo acontece por uma razão e expresse gratidão pela oportunidade de aprender e crescer com cada situação, seja ela boa ou ruim. Crie energia para seguir em frente.

Seja clara: visualize-se em uma nova vida. Veja os detalhes de como seria viver somente com seus valores fundamentais e sonhos. Saiba que pode criar o que deseja.

Envolva- se: valorize suas necessidades, porque é digna de uma vida nova que lhe excita. Você merece! É sua hora de um novo começo!

Leve a sério: cada escolha lhe traz para mais perto ou mais longe da sua meta. Portanto, prefira o que lhe aproxima dos seus sonhos. Conforme a confiança cresce, as próximas escolhas se tornam mais fáceis e, eventualmente, se tornam novos hábitos. 

Procure ajuda: cerque-se de pessoas que ama e respeita. Corte relações com quem lhe faz mal. Procure ajuda de um psicólogo ou de um grupo de apoio.

(Por Terra)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Chinês processa esposa porque ela fez plástica para ficar bonita

Jian Feng disse que pensava que beleza dela era 'natural'. 

Ele desconfiou após mulher dar à luz uma 'criança muito feia'.
Do G1, em São Paulo
Um chinês pediu o divórcio e processou a mulher depois que descobriu que ela havia feito uma cirurgia plástica para ficar mais bonita antes de eles se casarem, segundo a imprensa local.

Chinês processou a esposa após descobrir que ela havia feito plástica. (Foto: Reprodução)


Jian Feng alega que foi enganado pela esposa, pois ele acreditou que a beleza dela era natural, e não formada a partir do bisturi de um cirurgião.

Feng ganhou uma indenização de cerca de R$ 245 mil.

Feng disse, em audiência no tribunal, que estava profundamente apaixonado por sua esposa, até que ela deu à luz uma menina.

Segundo ele, a criança era muito feia, sem semelhanças com ele ou a esposa.

Feng acabou descobrindo que a mulher havia passado por uma cirurgia plástica e pediu o divórcio.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Catherine Hakim: "Ter um caso faz bem ao casamento"

A socióloga Catherine Hakim diz que traições discretas revigoram as relações matrimoniais – e que, quando descobertas, elas deveriam ser toleradas
Por: NATHALIA ZIEMKIEWICZ - Revista Época
Pesquisadora da london School of Economics, a socióloga inglesa Catherine Hakim gosta de desafiar a moral vigente. Em 2011, ela publicou Capital erótico, livro em que defendia o direito de usar a beleza para subir na vida. Agora, aos 64 anos, acaba de lançar The new rules: internet dating, playfairs and erotic power (em tradução livre, As novas regras: encontros pela internet, casos rápidos e poder erótico), sem previsão de publicação no Brasil. Para escrevê-lo, Catherine entrevistou usuários de sites para infiéis. Eles contaram a ela que são felizes no casamento e que buscam parceiros sexuais na internet apenas para suprir a falta de sexo, comum na vida dos casais. Catherine defende essa atitude. “Gostar de comer em casa diariamente não nos impede de ir ao restaurante de vez em quando.”
PRAGMÁTICA
A socióloga britânica Catherine Hakim. Em seu novo livro, ela diz que as traições conjugais tornam os casais mais felizes (Foto: Camera Press/Eamonn Mccabe)

ÉPOCA – Há evidências de que os casamentos mais duradouros são aqueles em que ocorrem casos extraconjugais?

Catherine Hakim – As pesquisas mostram que, nos países com menor taxa de divórcio, os casos extraconjugais são mais aceitáveis e praticados. Nos Estados Unidos, onde a infidelidade é vista como pecado e não se tolera a mínima escapada, metade dos casamentos termina em divórcio. Na Europa, há uma cultura de que a fidelidade sexual no casamento não é tão importante assim. Não é à toa que, na Espanha e na Itália, a taxa de divórcio fica em torno de 10%. Nesses países, os estudos revelam a alta incidência de casais em que cônjuges já tiveram um ou mais casos durante o relacionamento. Casamentos começam e terminam por várias razões. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, as mulheres dizem largar o marido depois de alguma evidência de um caso. Hillary Clinton foi publicamente execrada por não ter se separado depois da exposição do caso entre seu marido, Bill Clinton, e a estagiária Monica Lewinsky.



ÉPOCA – Trair, então, é a receita para manter um casamento feliz?
Catherine – Não, só estou dizendo que um caso não é grande coisa. Acho exagero esse conceito que rotula a infidelidade como um terrível desastre e que, se acontecer em sua casa, é sua obrigação pedir o divórcio. Meu livro retrata as experiências de homens e mulheres que usam sites de encontros para ser infiéis. A razão mais comum para eles recorrerem a isso é um casamento sem sexo suficiente. Eles tentam encontrar quem também quer preencher essa lacuna. Para essas pessoas, ter um caso é uma ótima forma de manter um casamento feliz. Nos anos 1960 e 1970, era imoral ver jovens solteiros fazendo sexo antes do casamento ou morando junto. Agora, essas coisas são aceitas. Da mesma forma, sexo fora do casamento virou algo factível. A ideia ainda choca, apesar de ser difundida nesses sites. Hoje, sociedades como a França entenderam que a fidelidade sexual é uma questão de escolha e não pode ser imposta. Isso não tem a ver com poligamia ou relacionamento aberto. A dinâmica é outra, porque você esconde o caso.


ÉPOCA – Quem procura um caso está infeliz em casa?
Catherine – Não necessariamente. A maioria dos entrevistados para o livro estava feliz com o casamento e não queria que nada afetasse as circunstâncias familiares. Até por isso s
se preocupavam em manter o caso com discrição. Eles não pensavam em se separar do cônjuge. Nem em se apaixonar ou viver um grande romance com outra pessoa. Queriam coisas que a relação, depois de três ou quatro anos, não consegue mais oferecer.


Acho que a jovem amante tem o direito de exigir jantares, presentes
caros e viagens bacanas para compensar a exploração


ÉPOCA – Que coisas são essas?
Catherine – As pessoas usam esses sites de encontro porque o casamento virou uma espécie de celibato. Para elas, essa é a solução para permanecer no casamento. Outras têm casos pela excitação e pela aventura, mesmo que o sexo no casamento esteja ótimo. Ambos os sexos sentem que, depois do período “lua de mel”, acaba a novidade. O outro se torna familiar e não causa tanta excitação. As pessoas gostam da segurança de um casamento, mas também sonham com fortes emoções. Querem se sentir atraídas e desejadas. Os casos oferecem de volta a empolgação com o jogo sexual, a fantasia aventureira, a afirmação da individualidade. A ideia de que os casos são proibidos e envolvem risco deixa tudo mais interessante. Cada sexo age de forma diferente quanto a isso. As mulheres, em geral, buscam nos casos a atenção que às vezes não recebem do marido. Os homens são instigados pela fuga da rotina e pela chance de ter mais sexo do que em casa.


ÉPOCA – A senhora diz que o impacto da internet na sexualidade é comparável à
invenção do anticoncepcional. Por quê?
Catherine – A pílula separou sexualidade de fertilidade. Libertou as pessoas para transar sem finalidade de reprodução e sem medo de engravidar. Descomplicou o sexo casual. Os sites de encontro para infiéis facilitaram a vida de muita gente. Reuniram pessoas que não querem terminar o casamento, mas desejam sexo sem envolvimento emocional. São relações simétricas, em que as duas partes concordam em manter um caso escondido para não constranger o marido ou a mulher.

ÉPOCA – Discrição é uma das regras dos franceses, que a senhora chama de “experts” em infidelidade. Quais as outras lições deles?
Catherine – As pesquisas na França estimam que um quarto das pessoas casadas legalmente já teve pelo menos um caso na vida. Na Inglaterra, apenas um entre dez homens e uma entre 20 mulheres admitem. A principal lição dos franceses é não trair com alguém de seu círculo social, uma vizinha ou um colega de trabalho. Primeiro, para evitar fofocas e preservar a dignidade do cônjuge. Segundo, porque é mais fácil romper o caso se houver indícios de paixão. Lá, eles não se gabam da infidelidade para os amigos. Os encontros, que ficam em segredo, são em elegantes jantares e viagens. Das 5 às 7 da tarde, depois do expediente, é comum as pessoas casadas saírem com seus amantes. A maioria dos casais sabe que os casos são efêmeros e não justificam o fim da vida construída a dois.


ÉPOCA – Há quem diga que é impossível restaurar a confiança e permanecer na relação. Sua sugestão é ignorar a traição e seguir em frente?
Catherine – Sim. Esses casos costumam não envolver sentimento e passam logo. Claro que a sociedade pressiona para que você se sinta mal pela infidelidade do marido ou da mulher. A fofoca é um poderoso mecanismo de pressão social. Se você tem um relacionamento que vale a pena, consegue superar. Um bom caso extraconjugal pode até melhorar o casamento, à medida que deixa as pessoas mais felizes e bem-humoradas. Um bom caso é aquele que não deixa a pessoa excessivamente ansiosa ou distante da mulher ou do marido. É algo leve, sem cobranças.

ÉPOCA – Por que a senhora diz que as amantes de homens ricos e poderosos têm direito a benefícios financeiros?
Catherine – O tradicional caso extraconjugal sempre foi entre um homem casado e uma mulher solteira. Ele costumava ser mais velho, poderoso e bem-sucedido. A amante era uma figura jovem e atraente, mas pobre. É o exemplo do executivo e sua secretária. Considero esse tipo de relacionamento injusto. Em geral, a amante espera se casar, e o homem, para não perdê-la, alimenta a esperança de que abandonará a mulher. Não há igualdade nessas circunstâncias, como haveria entre duas pessoas casadas, no mínimo. Acho que essa amante tem o direito de exigir jantares e presentes caros e viagens bacanas para compensar a exploração. Na China e no Japão, homens jovens têm casos com mulheres ricas e mais velhas na expectativa de ganhar presentes em dinheiro, roupas, carros... Não entendo por que o mundo ocidental se incomoda com isso. É natural que pessoas ricas possam bancar essa generosidade.

ÉPOCA – Por que a senhora afirma que a longevidade é culpada por trairmos mais hoje do que séculos atrás?
Catherine – Antes do século XVIII, os casamentos duravam em média 20 anos, porque as pessoas morriam cedo. Hoje, vivemos 80, 100 anos. E podemos ficar casados com o mesmo companheiro por mais de seis décadas. É um tempo razoável para nos entediarmos. Os casais viram mais amigos que amantes românticos. Isso ajuda a explicar por que buscamos mais casos extraconjugais hoje em dia. Na Inglaterra, nas pesquisas nacionais sobre sexo entre 1990 e 2000, a porcentagem de homens e mulheres que admitia ter casos dobrou. E esse número subiu em 2010.